Pensamento solto #1

Eu sempre me pergunto se nascemos predestinados a certos acontecimentos ou se nós mesmos traçamos nossa linha e definimos o que chamamos de “destino”. Pode parecer loucura, mas nunca tomo uma decisão sem consultar meu sexto sentido – que, aliás, tem uma força que vez ou outra até assusta. Afinal, será que as decisões que tomamos são obra de algo já escrito, ou as decisões que tomamos podem alterar todo o script inicial?

Meu sexto sentido nunca falha, mas minha neurose o questiona sempre. E só quem tem essas brigas internas sabe do que eu estou falando. Dessas pessoas que não se cansam de rodear o mundo atrás de respostas que, na maioria das vezes, nunca há explicação. Dessas pessoas que criam perguntas, inventam histórias, planejam e desplanejam o futuro. Dessas pessoas loucas pela vida, que de tanto querer viver às vezes se atrapalham no meio do caminho de incertezas.

Gosto de pessoas que vivem a vida intensamente mas que não param de se questionar sempre. Gosto de quem não tem apego a nada, quer rodar o mundo em busca de respostas que nem se sabe as perguntas. Gosto de pessoas loucas que não escondem medo, dúvida, tristeza, emoção.

Gosto de quem conversa comigo no silêncio. De quem compartilha experiências que se tornam memórias, e memórias que se tornam sentimentos. Não à toa que minhas melhores amigas estão largadas por aí, perdidas nesse mundo em busca de algo que nem elas sabem (e que bom que não sabem).

É por isso que a pergunta que fiz no início do texto nunca tem resposta. E mesmo sabendo disso, gosto de continuar procurando explicações. Seja aqui, no conforto de casa, ou seja do outro lado do mundo. Em busca de encontrar um novo eu. Um novo amor. Um novo destino. Pois tenho dentro de mim a certeza de que os melhores amores, e os melhores momentos da vida, são sempre os que duram pouco (mas que permancem eternamente).

Pois o “felizes por hoje” pode ser muito melhor do que o “felizes para sempre”.