It’s time to celebrate: 4 anos de Glamour Brasil

Cada nova tecnologia traz aqueles que profetizam que as revistas vão deixar de existir. Disseram que a televisão acabaria com elas nos anos 50. Que a internet, sem dúvida, enterraria de vez com o impresso. E desde então o debate segue firme e forte. Assim como as revistas, assim como todos os veículos impressos. Nada acabou. Muito pelo contrário, tudo se reinventou.

Em quase cinco anos de blog, acredito que todos que me acompanham já perceberam a minha paixão pela palavra escrita e impressa. Sou daquelas que não pode ver uma banca de revistas. Sou daquelas que se apega mesmo, lê expediente, procura saber quem escreveu o quê, vira fã, se identifica, se emociona, ama. Ama de verdade esse mundo.

Também fui aquela menina que, no primeiro dia do Curso Abril de Jornalismo (lá em 2014), diante das palavras do também apaixonado Thomaz Souto Corrêa, escondeu as lágrimas. Porque foi ali, no meio dos 66 selecionados do Brasil inteiro, que caiu a fixa. Caiu a fixa de que era exatamente isso que eu queria fazer pelo resto da minha vida. E juro, quando algo assim acontece, é um dos momentos mais surpreendentemente felizes que alguém pode ter. É a sensação do encontro (ou seja lá qual a palavra que possa definir isso).

E fiz toda essa introdução pra falar da Glamour. Uma revista que, sem sombra de dúvida, é um dos maiores cases de sucesso no Brasil – e que chegou, há 4 anos, pra definitivamente dar uma chacoalhada no mercado editorial. Chegou pra mostrar que, para as revistas prevalecerem, elas precisam mudar. E que mudanças são boas (dão medo, mas são boas). E que a revista deve sempre olhar direto para o leitor. Buscar interatividade, hipnotizar, fascinar.

E não sei vocês, mas eu virei fã, vesti a camisa. Tenho todas as 49 edições guardadas, conheço cada jornalista, tenho minhas capas favoritas, matérias do coração. É como se eu fizesse parte da trajetória. É um misto de orgulho com uma sensação de alívio. Alívio por saber que existem pessoas com a mesma paixão que a minha, e que lutam dia após dia pelo mesmo propósito. De informar, encantar, inovar.

Uma vez, em entrevista com a Mônica Salgado (editora-chefe) por telefone, perguntei quais foram as expectativas dela ao lançar a primeira edição da revista aqui no Brasil. E a resposta foi a seguinte: a felicidade da equipe foi justamente se manter fiel ao conceito e conseguir colocar a teoria na prática. Porque mais da metade das revistas lançadas por ano não sobrevivem. E o motivo disso é um só: falta de foco. Revistas que se mantêm por décadas têm um conceito claro, ou seja, uma missão editorial específica e uma fórmula bem definida. E é por isso que a Glamour, desde 1939, está por aí, circulando em mais de 40 países, até cair em solos brasileiros e nas mãos abençoadas da Mônica e sua equipe.

Hoje, quatro anos depois, é delicioso ver que a revista conseguiu chegar tão longe – uma trajetória curta, mas já cheia de história. Por isso queria desejar, em formato de texto, um feliz aniversário para toda a equipe (porque para eles, aniversário agora é duas vezes por ano). E que cada dia a revista melhore mais, rumo ao excelente, como diria Daniela Falcão ❤

Pedi para algumas pessoas da equipe mandarem seus depoimentos sobre como é trabalhar na Glamour.

Olhem só:

“Estou na Glamour desde a primeira edição e, como redatora-chefe, tenho o maior orgulho de ver o que conseguimos em termos de mercado e de linguagem jornalística e de conteúdo de moda e beleza. Mas, ainda assim, acho que o grande mérito da Glamour é ter se tornado uma marca, marca que reinventou a relação de leitores e revista, que provou a eficiência de uma relação horizontal e próxima, como acontece na internet, também em veículos, digamos, mais tradicionais. Imagina o orgulho de ter ajudado a construir isso?! Considerar a leitora como parte da revista é um exercício diário. Penso nisso a cada pauta que construo, a cada Instagram que mando durante uma viagem e, principalmente, a cada texto que escrevo ou edito para a próxima edição – lembrando que “fechar” a revista é uma de minhas principais funções. Na Glamour, pude exercitar minha veia inventiva e a linguagem dialógica que sempre amei. “Você” é a palavra que mais escrevemos por aqui, está no nosso DNA. Eu escrevo o que e como eu gostaria de ler nas minhas horas de lazer. E esta é uma das maiores satisfações que um jornalista pode ter.”

Bruna Fioreti, redatora-chefe

“Quando começamos a Glamour, há quatro anos, ela era uma promissora tela em branco. O que pode ser mais desafiador na carreira que construir uma marca? Claro, estamos falando de um título que tem 76 anos lá fora, mas ainda assim estaríamos introduzindo a marca no Brasil. A Glamour me arrebatou… têm sido anos intensos, mas muito compensadores.”

Mônica Salgado, editora-chefe

“Trabalhar na Glamour é maravilhoso. Porque a Glamour é uma marca, não uma revista. E uma marca feita por pessoas muito comprometidas e alto astral. Dá muito orgulho de fazer parte desse time. Como editora online, eu penso nas estratégias digitais dessa marca – ou seja, tenho que oferecer conteúdo para quem está na internet, cuidar das coberturas dos nossos (sempre grande) eventos, pensar em todas as mídias e redes sociais… É uma oportunidade incrível e intensa, pois o mercado digital tem uma novidade a cada momento. Eu aprendo muito aqui!”

Cáren Nakashima, editora online

“A Glamour pra mim foi uma grande aposta. Morava em Londres, onde terminava um mestrado e já trabalhava, quando a Môni me fez o grato convite para que eu voltasse pra ajudá-la a lançar a revista. Troquei minha vida londrina (que era deliciosa, diga-se de passagem) pra participar de um dos projetos que mais me orgulho. A Glamour é bem mais que o meu trabalho: é paixão antiga. Já era minha revista predileta tempos antes de chegar ao Brasil. Ela é divertida e leve, como a vida deve ser!”

Paula Merlo, editora sênior

“Cheguei à revista em julho de 2012, no meio da produção da quinta edição da Glamour. Confesso que pra mim, que trabalhei por cinco anos em jornal impresso, O Estado de S. Paulo, foi um desafio delicioso adaptar a linguagem dos meus textos pra esse tom coloquial, esperto e ainda assim informativo da Glamour. E, olha, acabei me apaixonando pelo universo feminino! Meus olhos brilham ao descobrir tendências pra contar às leitoras e sei que cumpri minha função cada vez que conto a história de uma mulher inspiradora.”

Alline Dauroiz, editora de lifestyle

Feliz aniversário Glamour! ❤