Sobre começar de novo (e de novo)

Fui e já não volto – pelo menos por enquanto.

Aliás, desde que descobri o mundo e sua infinidade de lugares, tudo o que tenho feito é correr. Nunca para trás, sempre para frente.

Corro porque sinto a necessidade de partir. Não há objetivos, apenas desejo. E sempre que o hoje já não me basta, corro. Numa espécie de corrida contra o tempo. Tempo esse que voa (mal sabem eles…)

Cheguei recentemente a Lisboa e, por ora, talvez por meses ou anos, ficarei. Pretendo criar algumas raízes para que novos momentos me tragam novos movimentos, novas emoções (tudo o que uma mente e um corpo inquieto precisam para sobreviver a esse caos chamado vida. Tão complicada, tão sublime).

E o bom de começar de novo é poder inovar nos meus próprios erros, descobrir acertos por acidente e, o mais importante de tudo, voltar a me encantar pelas pequenas coisas, como em uma espécie de renascimento.

Você se emocionou com o pôr do sol de hoje?

Enquanto muitos me perguntam quando volto, me calo. A verdade é que estou sempre indo. Não há volta, nunca houve. Há sempre um caminho pela frente, feito de presente, do aqui e do agora, do instante em que tudo acontece.

Não há fuga, existe, sim, a grande jornada, maior do que a própria vida. E que muitos jogam fora.

Deixo de lado meus ideais de casa, trabalho e segurança, e foco apenas na base mais sólida: viver.

O hoje já te basta?