Pensamento solto #3

Existe uma frase que diz “é um erro achar que só vamos encontrar a felicidade acompanhados. Relacionamentos devem ser a somatória de pessoas inteiras e felizes”.

Inteiras e felizes talvez não, já que dois quebrados podem muito bem ser um inteiro. Mas perseguir a felicidade se focando apenas no outro é o maior erro que alguém pode cometer (e que cometem, o tempo todo, sem medo de quebrar um coração já, muitas vezes, arrebentado).

Eu já sofri muito por amor, daqueles que doem as entranhas. Apesar de aparentar flores, tenho uma verdadeira selva de espinhos dentro de mim – que me orgulho muito, não interpretem mal.

E não estou me referindo apenas aos relacionamentos amorosos. Falo aqui de relacionamentos da vida. Família, amigos, amores… Apesar dos 22 com cara de 12, já passei por coisas que (graças a Deus) me fizeram ser quem sou hoje e quem serei amanhã.

Já não idealizo tanto as coisas, já não subo tão alto para a queda não ser tão grande. A minha felicidade é a minha liberdade. E com o tempo aprendi que não adianta ter pressa. Enquanto curto a vida, coleciono histórias. E amores. E poesia. E um tanto de lágrimas.

Tudo isso para falar que, enquanto corro o mundo por mim e para mim, percebo cada vez mais o quanto o termo “estar só” é visto como sinônimo de fracasso – resquícios de uma sociedade que ainda associa a vida a dois à felicidade. Se você nasceu em 86, pior ainda… O 3 na frente da idade fazem os olhares serem ainda mais cruéis.

E é aí, no desespero, que nascem os relacionamentos por pura ausência de companhia. Falta paixão, falta loucura. Falta aquele nó no estômago que, por favor, é tão necessário – e tão gostoso.

Mas é como diz minha irmã “há quem prefira a comodidade à turbulência”. E apesar de odiar turbulência, jamais a trocaria pela terra firme.

Contrariando Tom Jobim, digo que sim: é possível (e às vezes muito melhor) ser feliz sozinha ❤

“Ame quando você estiver pronto, não quando estiver sozinho”