Must see: La La Land

É engraçado, mas os musicais, por essência, estão sempre transitando entre os extremos – ou se ama, ou se odeia. É mais ou menos o que está acontecendo com La La Land, que nas últimas semanas virou um fenômeno, onde todos querem opinar e deixar a sua opinião. Também pudera, o filme recebeu 14 indicações ao Oscar, em 13 categorias (se igualando ao Titanic, com o mesmo número de indicações).

Por isso, quando fui ao cinema, sabia: não existiria um meio termo. Ou é sim ou é não, simples assim. E confesso que entrei na sala de cinema um pouco desconfiada. E agoniada. E ansiosa.

Mas as duas horas de filme passaram num piscar de olhos. O filme é, antes de tudo, nostálgico. A ambientação e o figurino nos fazem viajar no tempo, o que por si só já é delicioso. Sem falar na trilha sonora, que realmente me surpreendeu – acho que a música, sozinha, já valeria todos os elogios que estão a fazer do filme.

E para além de todos esses detalhes, temos o enredo que é deslumbrante (acho sinceramente que quem não se emociona em um filme como esse, não o entendeu de fato, não conseguiu captar a sensibilidade ali escondida). É lindo, triste, nostálgico e inspirador. Nos mostra que nem toda relação precisa ser eterna para dar certo. E como a vida nos dá voltas, prega peças, nos vira do avesso.

Dia 26 de fevereiro, estarei lá, com os olhos pregados na TV e torcendo pelas premiações. Quem ainda tiver dúvidas, vá. Apenas isso. E deixe-se levar pelo filme, sem amarras ou preconceitos. Garanto que vale a pena 🙂