Por dentro do Tivoli Palácio de Seteais

Já conheci lugares encantadores, daqueles que nos tiram o fôlego e arrancam sorrisos. Mas é engraçado como alguns, em particular, conseguem nos tocar de uma maneira diferente. É o caso de Portugal, um amor que começou em 2014 e que, felizmente, não tem previsão de acabar.

Quando estive aqui pela primeira vez, resolvi estudar sobre o país, com o intuito de conhecer, com mais profundidade, um lugar que tanto mexeu (e continua mexendo) comigo. E a partir daí fiquei ainda mais apaixonada por suas histórias, muitas delas contadas nas páginas de livros, como “Os Maias”, de Eça de Queirós, um dos meus favoritos de sempre.

Sintra, como devem imaginar, estava no top lugares que eu tinha mais curiosidade em conhecer. E meu desejo finalmente foi realizado no começo desse mês, alguns dias antes do meu aniversário, em um final de semana mágico.

“Tudo em Sintra é divino, não há cantinho que não seja um poema”
Eça de Queirós em Os Maias, 1888

Once upon a time

Pois bem, o lugar de sonho que vou falar hoje é o belíssimo Palácio de Seteais, com uma atmosfera literária e cinematográfica espetacular 🙂

Fazendo um breve resumo, para quem não conhece, ele foi construído no século XVIII para o cônsul holandês Daniel Gildemeester, em terras cedidas pelo Marquês de Pombal. Alguns anos mais tarde, após a morte dele, sua viúva vendeu o Palácio de Seteais ao V Marquês de Marialva, que mandou ampliar a estrutura do palácio, pelas mãos do arquiteto neoclássico José da Costa e Silva (autor do Teatro de São Carlos, outro cenário das obras de Eça de Queirós). A fachada principal foi toda decorada com motivos típicos do neoclassicismo e os jardins seguiram uma tendência mais romântica.

Os dois edifícios, o novo e o antigo, foram ligados em 1802 por um arco, construído em homenagem ao Príncipe Regente D. João VI e à Princesa Carlota Joaquina, que haviam visitado o palácio neste mesmo ano. O arco triunfal foi decorado com as efígies de bronze do casal real e uma inscrição em latim.

No interior, várias paredes também foram decoradas com frescos, atribuídos ao pintor francês Jean Pillement e seus discípulos (são absurdamente lindos).

Após vários donos, o palácio foi, por fim, adquirido pelo Governo Português em 1946. E desde 1954 é utilizado como hotel pela cadeia Tivoli, que manteve as características originais. E é aí que eu entro na história.

Minha experiência

Quem me acompanha no Instagram já deve ter visto o overposting de fotos que eu fiz por lá – o lugar é altamente fotogênico, é quase impossível resistir.

Fui convidada para conhecer o hotel e contar um pouco sobre a experiência para vocês. Aproveitei o final de semana e, num domingo pela manhã, partimos para Sintra com um sol belíssimo iluminando todo o caminho (depois de tanta chuva, o tempo aberto até me pareceu um presente antecipado).

Quando chegamos ao Palácio, a primeira reação que tive foi logo um “uau” (seguido de tantos outros que até perdi a conta ao longo do dia). É realmente um lugar surpreendente, um verdadeiro poema, como diria Eça.

Fomos recepcionados pelo simpático Miguel e Horácio, que fizeram o nosso check-in e nos ofereceram uma limonada deliciosa, feita com os limões do próprio jardim do hotel. O atendimento foi impecável, sem dúvida o melhor que já tive até hoje (sem exageros).

Tínhamos horário marcado para o jantar, então resolvemos aproveitar a tarde no hotel, passeando pelos jardins, aproveitando a brisa na beira da piscina e, claro, fotografando cada cantinho. A vista do quarto também foi um dos pontos altos, fiquei apaixonada pelo pôr do sol belíssimo que vimos pela janela.

O jantar foi servido em um salão todo decorado com tapeçarias e frescos, lindo de morrer (aliás, todos os cômodos do hotel são um espetáculo à parte).

Fomos recepcionados pelo Fazenda, que nos ajudou a escolher os melhores pratos e vinho para a ocasião. Nem preciso dizer que foi tudo impecável, tanto o serviço quanto a comida. As fotos abaixo falam por si, mas ressalto que as sobremesas estavam espetaculares (principalmente o pudim de maça com gelado de canela caseiro).

Delicioso 🙂

No dia seguinte tínhamos o café da manhã, que é servido todos os dias das 8h às 11h. Aproveitamos o momento para passear pelo jardim e descansar à beira da piscina (o clima estava maravilhoso). Aliás, foi o primeiro final de semana que consegui finalmente usar meus vestidos mais frescos e primaveris.

Tomamos o café no mesmo salão do jantar, que fica ainda mais bonito à luz do dia – como podem ver nas fotos abaixo. O querido Fazenda nos sugeriu deliciosas french toasts e desfrutamos de um verdadeiro banquete (quem não ama café da manhã de hotel, né?) ❤

Nas traseiras do palácio há um jardim de buxo de concepção geométrica (que era a vista do meu quarto). Como falei acima, ele é de estilo romântico e com uma forte influência cultural inglesa. Tanto os seus jardins como o palácio estão classificados como Imóveis de Interesse Público.

Adorei circular por lá e fiz várias fotos lindas. É um verdadeiro cenário de filme, não acham?

Um super obrigada para toda a equipe Tivoli ❤

Mais informações:
Tivoli Palácio de Seteais
Rua Barbosa du Bocage, 8 2710-517 Sintra
+351 219 233 200