Casa Amora: guesthouse fofita no coração de Lisboa

Eu tenho este espaço há muitos anos – apesar dele já ter mudado de nome e endereço. Já escrevi sobre diversos temas, já conheci pessoas incríveis, já fui a lugares que me tiraram o fôlego. E o que mais gosto nesse trabalho é que, ainda hoje, consigo me encantar com as coisas da mesma maneira que me encantava em 2011.

Ainda fico entusiasmada com uma nova colaboração, ainda me sinto extremamente acarinhada quando recebo um presente, e ainda me empolgo quando vou visitar algum lugar diferente.

E vocês sabem, não é fácil manter um blog por tanto tempo (ainda mais quando esse mercado anda mais do que saturado). É preciso inovar, se manter fiel à sua linha editorial, ter sempre os pés no chão e nunca, jamais, se comparar com os outros. Tenho um superorgulho desse espaço e um carinho gigante por quem me lê todos os dias.

E eu precisava fazer essa introdução para falar que no último final de semana conheci um lugar que já ganhou um espaço no meu coração. Um daqueles lugares que nos surpreendem e não vão sair da memória tão fácil. Pois bem, vamos a história de hoje 🙂

Fui convidada para passar dois dias na Casa Amora, uma guesthouse localizada no bairro das Amoreiras, em Lisboa. Como eu nunca havia me hospedado em um hotel neste conceito, fiquei entusiasmada para ver como tudo funciona. Conversei com o Luis e combinamos que eu ficaria cada dia em uma suíte diferente, para ter uma experiência mais completa e mostrar tudo para vocês.

O interessante da Casa Amora é que cada quarto homenageia um artista português do século passado (e todos os quartos têm o seu estilo próprio, bem diferentes uns dos outros). No edifício principal, que é uma propriedade lisboeta do século XX, ficam cinco quartos, além de um jardim exterior para descanso e uma cozinha compartilhada para os hóspedes.

Esses cinco quartos homenageiam os poetas Fernando Pessoa, Florbela Espanca, a icônica Amália, e os artistas Amadeo de Souza-Cardoso e Beatriz Costa. No segundo edifício ainda há os quartos Vieira da Silva, Natália Correia, Manoel de Oliveira, Almada Negreiros, Maria Keil e Leonel Moura (o autor das serigrafias dos quartos).

Suíte I: Florbela Espanca 

O primeiro quarto da experiência foi o da Florbela, uma das minhas poetas favoritas (inclusive já publiquei algumas poesias dela aqui no blog). Fiquei encantada pelo tom lilás que decora todo o quarto e pela belíssima banheira vitoriana. Cada quarto acompanha uma garrafa de vinho e todos os produtos do banheiro e aromatizador de ambiente são da Castelbel Porto (com certeza vou comprar um dos aromas para a minha casa) 🙂

As almas dos poetas, não as entende ninguém, São almas de violeta, que são poetas também

Suíte II: Amadeo de Souza-Cardoso

O segundo quarto é um verdadeiro sonho, em homenagem a um dos artistas portugueses da primeira geração de pintores modernistas. Não conhecia muito o trabalho do Amadeo mas fiquei encantada com suas obras e, principalmente, história. Vale a pena conhecer mais a fundo quem tiver curiosidade.

Essa é uma suíte duplex com varanda privada (quem me acompanha no Instagram deve ter visto todos os Stories que fiz por lá). A decoração é incrível e a cama fica no segundo andar, com um janelão por cima – lindo para ver o céu e as estrelas (eu adorei!).

Como podem imaginar, a varanda foi meu cantinho favorito. Fiz várias fotos lindas por lá  🙂

Outra coisa que gostei muito foi do café da manhã no pátio, um ambiente delicioso e extremamente agradável. Todos os dias a cozinheira Nita (um amor de pessoa) preparava algo novo e com aquele gostinho de comida caseira – bolinho de iogurte, arroz doce, pastel de nata, entre outras maravilhas. Uma cozinheira de mão cheia!

O mais legal é que tudo é feito ali, na cozinha compartilhada, ou seja, temos um contato muito próximo com os funcionários do hotel (o que dá uma sensação ainda maior de casa).

Por ali também é possível encontrar vários livros de poetas portugueses ou guias de viagem, uma delícia para aproveitar o solzinho da tarde com uma bela xícara de café (coisa que fiz, obviamente, logo no primeiro dia).

No último dia a querida Nita ainda nos preparou um café de despedida, com um bolo de canela maravilhoso. Pedi a receita para ela e depois compartilho com vocês em um próximo post, o que acham?

Ah, e essa louça maravilhosa (que me deixou louca por tu-do) é do Bordallo Pinheiro. Meu sonho é ter um conjunto desses ❤ Nas fotos abaixo dá pra conferir melhor:

Foi uma experiência incrível! Fiquem de olho porque logo, logo vou postar um roteiro de passeios pelas Amoreiras (o Luis, proprietário da Casa Amora, me deu dicas preciosas que valem a pena ser compartilhadas).

Gostaram?

Mais informações:
Casa Amora
Rua João Penha, 13
+351 919 300 317