Pensamento solto #8 (a insanidade do meu amor)

A culpa não é sua, é minha.

Eu nunca fui uma pessoa fácil de entender, de lidar. Sempre tive uma personalidade forte e sempre fui daquelas que não se contenta com o comum. E te juro, eu até tentei ter um amor confortável. Tentei e me forcei a aceitar que, talvez, essa seria uma boa opção para mim.

Mas não durou. Continuo querendo aquele amor louco, declarações rasgadas, madrugadas insanas, poesia piegas (como todas as que escrevo, e que já tanto questionasse).

Meu amor não consegue aceitar o comodismo. Ele não entra pela porta da frente, ele pula a janela, rasga a roupa e vira tudo de cabeça para baixo. Meu amor não é mensurável. Não é ajustável.

Também não pertenço à irritante prudência dos amores modernos. Nunca me dei a esses sentimentos contidos. Sempre gritei quando precisava gritar. Meu amor é canção e já começa pelo refrão – ele tem pressa, muita pressa…

Eu amo o inusitado apesar de não entenderes o porquê. Mal sabe você que o amor não foi feito para ser entendido. E eu amo apesar do erro. Que mal posso ter?

No fim, posso dizer que não amei no seu tom. Meu amor infelizmente não vai embora quando quero.

Ele fica, bate, insiste.

Meu amor renasce quando menos espero. E ele dança cada vez que nossos corações cambaleantes se encontram. Ele me anestesia os sentidos, me confunde as certezas, arrebata a minha consciência. Me faz louca, sem sentido.

O amor que se preze não pensa. Ele não se pergunta, ele vai. É o porta-voz da insanidade.

E por isso repito, e me desculpo: não tens culpa.