Must see: Reviver o passado em Montauk

“Na vida só há duas coisas que importam: o que fizemos e (talvez) nos arrependemos, e o que nos arrependemos de não ter feito…”

É com essa citação que começa o filme “Reviver o passado em Montauk”, que fui assistir no último final de semana. O longa é uma realização do alemão Volker Schlöndorff em parceria com o romancista irlandês Colm Tóibín, baseado no livro “Montauk”, escrito em 1975 pelo suíço Max Frisch (uma espécie de autobiografia da sua vida).

Fiquei tão encantada pelo filme que precisava compartilhar e recomendar para vocês. É denso, real e trata de assuntos como o remorso e a culpa, além do questionamento que todos nós, ao longo da vida, fazemos ou vamos fazer algum dia – como poderia ter sido o caminho que nunca tomamos?

A história gira em torno de um romancista alemão que está promovendo seu novo livro em Nova York. Lá ele volta a cruzar-se com Rebecca, com quem teve uma ligação amorosa há mais de 20 anos. E é nesse cenário que ele vai tentar recuperar o tempo (e o amor) perdido.

Fiquei fascinada pela forma como a história se desenrola, a realidade (dura) das personagens e, principalmente, a intensidade dos diálogos – fortes, comoventes e, acima de tudo, reais. Um daqueles filmes que nos tocam a alma e nos fazem questionar nossas escolhas e caminhos. Recomendo muito para quem gosta de um drama vida real, sem finais felizes ou coisas do gênero.